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sexta-feira, 11 de agosto de 2006

É tudo pra você, Gata...



Ai, Amor...
E quem disse que eu quero nossas vidas paralelas?
Eu quero mais é enroscar a minha na tua!
Sua
Mina.

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Novamente, Madonna...

Olá, visitantes deste blog!

Novamente, falo de Madonna. Com virtudes e defeitos como qualquer mortal, o saldo que Madonna deixa, na minha opinião, é bastante positivo. Sabe usar a mídia como ninguém, multiplica sua fortuna em investimentos diversificados, se reinventa e toma, efetivamente, atitudes que dão visibilidade ao mundo GLS. Polêmica, é verdade. Mas, até mesmo nos bastidores, ela contribui positivamente para a aceitação da diversidade.

Mulher de carne e osso, foi recentemente eleita pelas britânicas acima dos 40 anos de idade como a mulher de mais de 40 - ela tem 47 anos - com o corpo mais bonito do mundo. Isso ocorreu numa pesquisa feita com o objetivo de demonstrar a pressão que as mulheres sofrem quando entram na casa dos 40 anos de idade.

Nessa nova turnê, Igreja Católica a acusou de blasfêmia e protestou contra a encenação onde Madonna usa uma "coroa de espinhos" e é "crucificada" enquanto interpreta uma música. Madonna convidou o papa Bento para assitir ao seu show. O show aconteceu em um estádio lotado, a cerca de 1,5 qulômetro da cidade do Vaticano. Neste show, Madonna realizou um casamento gay entre dois dos seus bailarios e, em outro momento, foram exibidas fotos do papa depois de outras do ex-ditador italiano Benito Mussolini.

Está aí a notícia. Beijos para vocês.

Mina Blixen.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Tenham uma 6ª feira gratificante!









Então, queridos visitantes, hoje já é sexta-feira.
Nesta semana, coisas maçantes aconteceram e ao final, não sem uma boa dose de estresse, consegui tirar mais experiência e boas lições dos episódios. Para compensar, também tive muito prazer, muito carinho, amor, mais e mais vontade de fazer coisas darem certo frente às metas que estabeleci. O retorno foi muito bom! Enfim, foi uma boa semana. Normal como uma semana de uma mulher mortal.
Por isso, num breve momento, resolvi vir aqui partilhar com vocês mais belas imagens (do 1000imagens), para celebrar a vida, a existência, a amizade, a beleza, a esperança de que, com tanta energia negativa no mundo, ainda podemos, de alguma forma, encontrar beleza e satisfação no dia-a-dia.
Espero que tenhamos uma sexta-feira gratificante.
Com carinho,
Mina Blixen.

domingo, 30 de julho de 2006

sábado, 22 de julho de 2006

Suzane e irmãos Cravinhos são condenados

Suzane von Richthofen e os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos foram considerados culpados pela morte do casal Marísia e Manfred von Richthofen, em outubro de 2002. Suzane e Daniel pegaram 39 anos de prisão (19 anos e seis meses por cada vítima), enquanto Cristian foi condenado a 38 anos de prisão pelos assassinatos e mais seis meses por crime de furto, já que também responderá por ter roubado jóias do casal assassinado.

A sentença foi proferida na madrugada deste sábado pelo juiz Alberto Anderson Filho, ao final de um julgamento que durou cinco dias e mobilizou a opinião pública em todo o País. Os réus foram condenados por duplo homicídio triplamente qualificado (cometido de forma cruel, por motivo torpe e sem chance de defesa para as vítimas) e por fraude processual (adulterar a cena do crime para tentar forjar um latrocínio).

Depois de ouvir as teses da promotoria e da defesa, um júri popular formado por sete pessoas respondeu a um questionário elaborado pelo magistrado sobre a participação e a conduta de cada um dos acusados no episódio. Entre as perguntas feitas ao júri, situações como se houve ou não coação de Daniel para que a namorada Suzane colaborasse na morte dos pais, se ela poderia ter resistido a tal coação, se a motivação para o crime foi torpe (para ficar com o dinheiro das vítimas) e se o meio foi cruel (o casal foi morto a pauladas), entre outras.

Com base nas respostas, o magistrado decidiu pela condenação e elaborou a sentença. Os jurados foram unânimes em relação às perguntas sobre os irmãos Cravinhos. Já quanto Suzane, houve divergências. Quatro dos sete réus consideraram que a moça foi coagida quanto à morte de Manfred, mas acharam que ela não foi coagida a colaborar na morte da mãe, Marísia, em um placar de 6 a 1.

Ao saberem da condenação, tanto Suzane quanto os irmãos Cravinho choraram muito. O advogado dela, Mauro Nacif, lamentou o resultado do julgamento e informou que esperava a absolvição da moça, que teria sido coagida pelo namorado a ajudar na prática do duplo assassinato. Segundo ele, Suzane esperava ser absolvida para esquecer o passado e tentar carreira de diplomata, fora do Brasil. “Ela ficou muito triste mesmo. É uma pena”, comentou. O juiz também decidiu que eles não poderão recorrer da sentença em liberdade.

Da Redação do PERNAMBUCO.COM

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Justiça reconhece união estável entre casal homossexual

A juíza Adair Julieta da Silva, que jurisdiciona a 5ª Vara de Família e Sucessões de Cuiabá, julgou procedente o pedido de união estável entre um casal homossexual declarando a relação entre os dois uma entidade familiar. Com a sentença foi resguardado ao casal homossexual o direito à partilha de bens, à herança, à pensão alimentícia e a benefícios previdenciários. A sentença foi publicada no Diário da Justiça na segunda-feira (7/07) e vai transitar em julgado (terminar o prazo para recurso) no dia 24/07.


O casal afirma que têm uma convivência afetiva desde 1985, quando passaram a residir na mesma casa e a trabalhar juntos para a manutenção de uma vida em comum. Juntos, eles já comparam apartamento, automóvel e montaram uma empresa em 1990.


De acordo com a magistrada, não é possível violar a dignidade do homem por apego absurdo a formalismos legais. “Tanto o Código Civil quanto a Constituição Federal disciplinam somente a união estável entre o homem e a mulher. Mas, ao mesmo tempo, a CF dispõe em seu artigo 5º que todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza. Garante também que a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais”, relata Adair da Silva.

Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso

Veja as contradições entre os depoimentos dos réus

Terça, 18 de julho de 2006, 01h11
Fonte: Redação Terra

O primeiro dia do julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cravinhos foi marcado por uma série de contradições. Em depoimentos, cada réu contou uma versão da história, com detalhes diferentes que podem motivar o juiz a estabelecer uma acareação entre os três neste segundo dia. Confira abaixo os principais pontos que ainda deixam muitas perguntas sem resposta ao caso.

Virgindade
O ex-namorado de Suzane von Richthofen, Daniel Cravinhos, afirmou que a jovem não era virgem quando os dois começaram a namorar. Segundo ele, a própria Suzane havia lhe dito que perdeu a virgindade aos 14 anos. Em seu depoimento, Daniel contou que a jovem chegou a ter pelo menos dois namorados antes de começarem o relacionamento. Na versão de Suzane, no entanto, ela teve a primeira relação sexual em janeiro de 2000, durante suas férias, com Daniel.

Drogas
Suzane afirmou que a primeira vez que experimentou maconha foi na noite de Natal de 1999, cerca de um mês após começar a namorar Daniel. Segundo ela, os dois estavam sozinhos na casa dos pais dele, que passaram a noite com parentes, e Daniel ofereceu a droga a ela. No entanto, Daniel afirmou, em seu depoimento, que ela já fumava muito antes de os dois se conhecerem e negou ter oferecido drogas à jovem. Ele disse, inclusive, que começou a fumar maconha depois que conheceu a garota.

Relação com os pais
Daniel disse que a relação de Suzane com os pais, Manfred e Marísia, era conflituosa. Ele chegou a afirmar que a jovem teria sofrido abuso sexual por parte de Manfred e que Marísia havia jogado um tamanco na cabeça da filha por causa de um sorvete. Suzane, no entanto, declarou que vivia com uma família normal e bem estruturada e fez questão de ressaltar que teve uma educação exemplar. Ela negou que tivesse sofrido abusos por parte do pai e disse que a história "não passa de uma grande mentira inventada por Daniel e o irmão", Cristian Cravinhos.

Amantes
Daniel contou que os pais de Suzane tinham amantes e disse ainda que Marísia seria homossexual e teria um caso com outra mulher. A jovem disse que Daniel até havia comentado com ela que viu seu pai sair do motel com uma mulher, mas que o seguiram várias vezes e nada foi confirmado. Suzane ressaltou que seu pai era uma pessoa maravilhosa e que seria incapaz de trair a mãe.

Mentor do crime
Na versão de Daniel, o planejamento do crime foi exclusivamente de Suzane. Ele contou que ela já havia planejado outras formas de matar o casal como colocando fogo no sítio da família enquanto eles dormiam ou cortando as mangueiras do freio do carro. Na versão de Suzane, Daniel teria a influenciado a cometer o crime. Ele teria dito a ela várias vezes como seria bom "se os pais dela não estivessem por perto".

Dinheiro
Suzane afirmou que comprava tudo o que o namorado queria, desde roupas, perfumes, viagens, televisão e DVD, e até o carpete do quarto dele, que foi pago por ela. Daniel, no entanto, diz que sempre foi independente financeiramente e começou a trabalhar com cerca de 15 anos.

Herança
Daniel e o irmão, Cristian, negaram que quisessem ficar com a herança da jovem. Cristian chegou a afirmar que comprou uma moto, com os dólares supostamente roubados da casa dos Richthofen, apenas para se desfazer do dinheiro. Na versão de Suzane, porém, além de Daniel e Cristian, toda a família Cravinhos estava interessada em sua herança. "Era uma família atrás de um intuito", disse.

terça-feira, 18 de julho de 2006

MEU RETORNO E O CASO RICHTHOFEN

Após "meias férias" com a minha amada, estou de volta. Sim, o paraíso existe e está bem aqui, para quem se dispõe a entrar na aventura que é deixá-lo se revelar. Agradeço pelas visitas e pelos comentários. Ainda são poucos, mas valiosos.
Finalmente começou. O crime que mais destaque vem tendo na mídia nos últimos anos chega ao Tribunal do Júri. Para quem é da área, mais um caso prático de direito processual penal, com exemplos éticos e anti-éticos. Para os leigos, o balanço das opiniões ao sabor das marés do senso comum e das informações (muitas desprovidas de conteúdo técnico) que a imprensa divulga.
Sou da opinião que, mantida a ordem e o decoro inerentes ao meio, o julgamento deve ser transimitido inclusive pelas redes de televisão aberta, assim como as votações do Poder Legislativo em seus níveis também devem ser trasmitidas sem qualquer tipo de sigilo nos votos. Tudo no inteiro teor. Democracia se faz com transparência e educação. É cair e aprender. Um dia, se aprende a andar com as próprias pernas, com próteses ou sobre rodas, mas se aprende.
Feitas as devidas ressalvas, para divulgar o que se passa lá no Tribunal do Júri, estou postando notícias de uma das fontes abertas, disponíveis na internet.
Abraços,
Mina Blixen.
1º DIA DO JULGAMENTO DE SUZANE RICHTHOFEN E IRMÃOS CRAVINHO

FONTE: Notícias Terra ao Vivo
Obs: Leia de baixo para cima.
23h40 - Fim da transmissão - Você acompanhou o julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos. Saiba mais sobre o assunto nas notícias do Terra.

23h39 - Direto do Fórum - O advogado dos irmãos Cravinhos, Adib Geraldo Jabur chamou Suzane de mentirosa ao final do depoimento da jovem. “Chega de mentir. Mentirosa, indigna”, disse. Ele afirmou que quer promover uma acareação entre ela e os Cravinhos para comprovar que ela faltou com a verdade.

23h34 - Ao vivo - O depoimento de Suzane foi encerrado. A sessão será retomada na manhã desta terça-feira, a partir das 10h.

23h14 - Ao vivo - Por recomendação de seus advogados, Suzane se recusou a responder às perguntas dos promotores do Ministério Público e dos advogados dos irmãos Cravinhos, segundo a Globonews.

23h11 - Para quem chegou agora - Você está acompanhando o julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos. No momento, o julgamento está em recesso para que o júri possa descansar.

23h09 - Direto do Fórum - Daniel, além de maconha, ofereceu ecstasy a Suzane, em março de 2002, disse ela.

23h08 - Direto do Fórum - Suzane von Richthofen discordou do processo de reconstituição do crime e disse que não fez o sinal de positivo para que Daniel e Cristian cometessem o assassinato.

23h03 - Direto do Fórum - Suzane disse que em momento nenhum ameaçou o irmão e que ele sempre a visitou quando ela estava presa.

23h02 - Ao vivo - Suzane nega que seu pai, Manfred, tenha abusado sexualmente dela, como havia declarado Daniel Cravinhos, segundo a rádio Eldorado.

22h51 - Ao vivo - O julgamento é interrompido para que os jurados possam descansar por alguns minutos, segundo a rádio Eldorado.

22h50 - Direto do Fórum - "Se não fossem eles (Daniel e Cristian), estaria em casa com a minha família", disse Suzane deixando claro que não tem participação no crime.

22h27 - Direto do Fórum - Andréas Richthofen começou a fumar maconha por influência de Daniel Cravinhos, diz Suzane. Seu ex-namorado teria oferecido a droga para Andréas em janeiro de 2002.


22h11 - Direto do Fórum - Suzane afirmou que Cristian Cravinhos, irmão de seu ex-namorado, Daniel Cravinhos, era muito violento. Segundo a jovem, o ex-cunhado chegou a espancar a ex-namorada, quando ela estava grávida, para fazer com que ela perdesse a criança.

22h07 - Ao vivo - Suzane afirmou que Daniel indagava como seria bom se o casal vivesse sem os pais dela, segundo a Globonews.

22h00 - Direto do Fórum - Suzane contou que o ex-namorado chegou a dizer que o pai dela tinha uma amante. Ele teria visto Manfred sair de um motel com outra mulher. Suzane disse que, certo dia, ela e Daniel seguiram Manfred, mas não constaram nada. "Aquela pessoa maravilhosa não seria capaz de fazer isso", disse, referindo-se ao pai.

21h58 - Para quem chegou agora - Você está acompanhando o julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos. No momento, Suzane presta seu depoimento.

21h46 - Direto do Fórum - Suzane afirmou que, por influência de Daniel, mentiu para sua mãe pela primeira vez. Ela disse a Marísia que iria viajar com os amigos, no entanto, estava indo viajar com Daniel. Quando a mãe dela descobriu a mentira, teria passado a controlar mais o namoro dos dois.

21h39 - Direto do Fórum - Suzane mencionou uma viagem em que os dois foram para a praia de Caraguatatuba, na virada do ano de 2000 para 2001. Segundo ela, Daniel levou muita droga com ele e fez com que ela consumisse exageradamente. "Eu não vi nem virar o ano de tão emaconhada que eu estava", disse a jovem.

21h26 - Ao vivo - Suzane von Richthofen afirmou que aceitava todas as "ordens" de Daniel, de quem ficou extremamente dependente, segundo a Jovem Pan.

21h19 - Direto do Fórum - "Nasci em uma família normal e bem estruturada", diz Suzane.

21h13 - Direto do Fórum - Suzane contrariou Daniel dizendo que perdeu a virgindade com ele. O ex-namorado contou que ela não era mais virgem quando começaram o relacionamento.

21h03 - Ao vivo - Suzane afirmou que sua mãe, Marísia, a alertava sobre Daniel, dizendo que para ele, Suzane era "a galinha dos ovos de ouro", segundo a rádio Eldorado.

20h58 - Ao vivo - Astrogildo Cravinhos, pai de Daniel e Cristian, saiu do tribunal no meio do depoimento de Suzane, parecendo estar contrariado, porém, logo voltou ao julgamento, segundo o Jornal Nacional.

20h54 - Ao vivo - "Nasci em uma família normal e bem estruturada", disse Suzane em seu depoimento, segundo o Jornal Nacional.

20h24 - Ao vivo - Suzane disse que contaria a história verdadeira. Ela afirmou que Daniel lhe ofereceu maconha e esta teria sido a primeira vez que usou drogas, segundo a rádio Eldorado.

20h11 - Para quem chegou agora - Você está acompanhando o julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos. No momento, Suzane presta seu depoimento.

19h53 - Direto do Fórum - Começa o interrogatório de Suzane von Richthofen, última dos três acusados a depor.

19h41 - Direto do Fórum - Terminou o depoimento de Cristian Cravinhos, que durou 1 hora e 25 minutos. Agora, o tribunal fará um intervalo de 10 minutos e, em seguida, Suzane será ouvida.

19h39 - Direto do Fórum - Cristian Cravinhos também reforçou a tese do irmão dizendo que foi a própria Suzane quem planejou o crime.

19h34 - Direto do Fórum - De acordo com Cristian, antes de ir para a casa dos pais de Suzane, ela e Daniel foram buscá-lo de carro. Cristian disse que ela estava no carro, "fumando um cigarro de cravo, ouvindo Bob Marley, como se estivesse indo para a praia".

19h31 - Ao vivo - Cristian disse que teria assumido a responsabilidade por participação no assassinato do casal, pois tentava proteger o irmão, segundo a Jovem Pan.

19h27 - Ao vivo - De acordo com a Globonews, a promotoria avisou a Cristian que ele perdeu o direito à redução de sua pena, pois havia mentido no depoimento à polícia, ao afirmar ser o autor do assassinato de Marísia, mãe se Suzane. Hoje, Cristian disse que que não participou efetivamente do assassinato.

18h56 - Ao vivo - Cristian Cravinhos confirmou, em seu depoimento, a versão do irmão, de que não participou efetivamente do assassinato.

18h45 - Ao vivo - Cristian negou ter participado do assassinato, de acordo com a TV Bandeirantes. Ele disse que saiu em socorro do seu irmão porque sabia que ele e a namorada iam cometer o crime.

18h32 - Ao vivo - No início do interrogatório, Cristian respondeu perguntas de cunho pessoal. Muito nervoso, ele gaguejou e confundiu-se na hora de dizer a idade. Primeiro, disse que tinha 27, depois disse que tinha 30, de acordo com a rádio Bandeirantes.

18h24 - Ao vivo - O advogado de Suzane von Richthofen Mauro Otávio Nacif disse que o depoimento de Daniel Cravinhos foi "completamente furado" e que "só prejudicou ele". A afirmação foi feita em entrevista à rádio Jovem Pan.

18h13 - Direto do Fórum - Após uma pausa de 30 minutos, para descanso dos jurados, inicia o depoimento de Cristian Cravinhos.

18h10 - Para quem chegou agora - Você está acompanhando o julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos. No momento, o julgamento foi interrompido. Em seu depoimento, Daniel se negou a responder às perguntas da defesa de Suzane.

18h03 - Ao vivo - O julgamento tem nova pausa, agora oficial, para descanso dos jurados.

17h58 - Para quem chegou agora - Você está acompanhando o julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos.

17h44 - Ao vivo - "Eles (Daniel e Cristian) devem ter feito um acordo para que um tenha pena e o outro não", disse o advogado de Suzane Mário Sérgio de Oliveira à Rádio Bandeirantes.

17h41 - Ao vivo - Daniel não responde a perguntas da defesa de Suzane.

17h38 - Ao vivo - Em entrevista à Rádio Bandeirantes a promotoria afirmou que "os advogados de defesa já começaram a brigar entre si, o que é vantajoso".

17h30 - Ao vivo - O julgamento foi para um intervalo, para que uma das juradas fosse ao banheiro, segundo a Rádio Bandeirantes.

17h28 - Direto do Fórum - Daniel se negou a responder a pelo menos trinta perguntas do advogado de Suzane Mauro Otávio Nacif. O jovem seguiu orientações dos seus advogados, que alegaram que os questionamentos não tinham relação direta com o crime.

17h22 - Ao vivo - Daniel Cravinhos afirmou que não foi o primeiro namorado de Suzane, derrubando uma das teses da defesa. Irritado, Daniel parou de responder às perguntas feitas por Nacif, relacionadas a sexo, segundo a Jovem Pan.

17h05 - Ao vivo - O advogado Mauro Nacif perguntou a Daniel sobre seu relacionamento com Suzane. Daniel Cravinhos afirmou que Andreas, irmão de Suzane, também era usuário de maconha, segundo a Rádio Bandeirantes.

16h53 - Ao vivo - Respondendo à pergunta de uma jurada, Daniel afirmou que desferiu quatro golpes em cada uma das vítimas.

16h49 - Ao vivo - Daniel Cravinhos, ex-namorado de Suzane von Richthofen, afirmou que a jovem já usava drogas antes de conhecê-lo.

16h45 - Ao vivo - O interrogatório feito pelo promotor Roberto Tardelli chegou ao fim. No momento, jurados fazem perguntas a Daniel, em seguida os advogados de defesa iniciam o interrogatório, segundo a Jovem Pan.

16h42 - Ao vivo - Daniel disse que não era usuário freqüente de drogas e eventualmente, uma vez por semana, fazia uso de maconha. Em nenhum momento, as drogas atrapalharam seu desempenho nos campeonatos de aeromodelismo, segundo a Jovem Pan.

16h28 - Ao vivo - O promotor Roberto Tardelli está interrogando Daniel Cravinhos. Ele perguntou se Daniel tinha conhecimento sobre os objetos de valor que haviam na casa, segundo a Jovem Pan.

16h19 - Ao vivo - Daniel Cravinhos afirmou que Suzane indicou o local onde estavam as jóias e a arma de seu pai, Manfred, segundo a Rádio Bandeirantes.

16h09 - Ao vivo - Daniel Cravinhos disse que, após o crime, ficou nervoso e Suzane tentou acalmá-lo, dizendo que o crime já havia ocorrido e que no momento só precisariam que esperar pela herança, segundo a Rádio Bandeirantes.

16h05 - Ao vivo - Respondendo à pergunta de uma jurada, Daniel afirmou que desferiu quatro golpes em cada uma das vítimas.

16h01 - Ao vivo - Daniel também afirmou que o planejamento do crime foi feito todo por Suzane. Ele contou que quatro meses antes do assassinato, chegaram a testar uma arma no quarto dos pais dela, para ver se fazia barulho. Posteriormente, teriam mudado de idéia e planejado atacar o casal com bastões. Daniel revelou que, no início, não acreditou que o crime fosse mesmo ser levado adiante, mas, segundo ele, a idéia foi evoluindo.

15h53 - Ao vivo - "Espero que eles (Daniel e Cristian) sejam julgados hoje. Espero que isso acabe logo, Já não agüento mais", disse Astrogildo Carvinhos, pai de Cristian e Daniel, que acompanha o julgamento.

15h35 - Ao vivo - Daniel disse em seu depoimento que os pais de Suzane a tratavam com violência e que ambos os pais tinham amantes. O ex-namorado de Suzane ainda afirmou que a mãe dela, Marísia, seria homossexual, de acordo com a Jovem Pan.

15h31 - Ao vivo - Cristian teria tentado por diversas vezes convencer Daniel a desistir dos crimes, segundo a Rádio Bandeirantes.

15h28 - Ao vivo - Daniel afirmou que cometeu os dois assassinatos sozinho. Seu irmão, Cristian, teria ficado paralisado durante o crime, segundo a Rádio Bandeirantes.

15h19 - Ao vivo - Daniel Cravinhos, em seu depoimento, disse que Suzane planejava cometer o crime com uma arma de fogo que seu pai guardava em casa, de acordo com a Rádio Bandeirantes.

15h15 - Ao vivo - Daniel afirmou que Suzane havia revelado a ele que seu pai, Manfred, tentou violentá-la, segundo a Rádio Bandeirantes.

15h07 - Ao vivo - Daniel disse em seu depoimento que os pais de Suzane a tratavam com violência e que ambos os pais tinham amantes, segundo a Rádio Bandeirantes.

15h02 - Ao vivo - Astrogildo Cravinhos conversou com Andreas von Richthofen. O irmão de Suzane estava irritado, parecia contrariado, se o júri fosse remarcado, ele disse que não voltaria, segundo a Jovem Pan.

14h59 - Ao vivo - Enormes tapumes de madeira tapam a porta do Fórum para evitar que a imprensa acompanhe.

14h49 - Ao vivo - Daniel Cravinhos presta depoimento sobre o caso, segundo a rádio Jovem Pan. Suzane e Cristian não acompanham o interrogatório.

14h40 - Ao vivo - Será iniciado o interrogatório dos irmãos Cravinhos, em seguida, Suzane será interrogada. Portanto, não há mais possibilidade dos acusados serem julgados separadamente.

14h37 - Ao vivo - José William Machado de Souza é funcionário público e trabalha na Policia Federal, agente administrativo. Por isso Nacif, da defesa da Suzane, tentou barrá-lo. Porém, não conseguiu, pois só três jurados podem ser barrados sem apresentar argumentação.

14h34 - Ao vivo - Maria Tereza de Souza Xavier Silva, Maria Lúcia Almeida Santos e Marcelo Trevisoli foram sorteados, mas a defesa da Suzane não os aceitou, o Ministério Público também não aceitou. Por isso, eles não participam do fórum.

14h32 - Ao vivo - Já foi escolhido o júri, formado por quatro homens e três mulheres: Luis Soares de Matos, Maria Regina Alexandre, Dimas Mariano de Souza, Dionísio José da Cruz, Cleide Claris, Iolanda de Oliveira Toledo e José William Machado de Souza.

14h27 - Ao vivo - Está sendo realizado neste momento o sorteio dos jurados.

14h25 - Ao vivo - Minutos antes do início, o ex-tutor e ex-advogado de Suzane, Denivaldo Barni, deu um beijo na face da jovem, que veste moletom azul, calça cáqui e botas - mesmas roupas usadas no centro de detenção.

14h21 - Ao vivo - Os três estão sentados lado a lado, Daniel está no meio, Suzane à direita e Christian à esquerda. Ambos estão algemados.

14h11 - Ao vivo - O julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmão Daniel e Christian Cravinhos começou às 14h05 da tarde de hoje.

14h03 - Ao vivo - O advogado de Suzane disse que espera por juradas mulheres, já que essas entendem melhor um relacionamento. Para ele, as mulheres entenderão que a jovem foi coagida por Daniel Cravinhos.

13h49 - Ao vivo - Há uma fila de pessoas que aguardam para entrar no plenário para o julgamento de Suzane.

13h44 - Ao vivo - Mais cedo, Nacif disse que fará de tudo para que o julgamento de Suzane seja separado dos irmãos Cravinhos. O advogado chegou a fazer uma comparação com a Copa do Mundo. "Eu vou insistir. Eu sou o Felipão e não o Parreira".

13h38 - Ao vivo - O advogado de Suzane Von Richthofen, Mauro Otávio Nacif, afirmou hoje, antes do julgamento, que a jovem não responderá as perguntas da Promotoria.

domingo, 11 de junho de 2006

Dança, sexualidade, melhor idade

Oissssssssssssss!!!

Em se tratando de TV de um modo geral, não sou uma telespectadora assídua mas, quando me lembro e posso, tenho visto a Dança dos famosos no Faustão. Interessante. Gostei da forma como o Guilherme Berenger estuda, ensaia e faz a dança acontecer. O que foi? Suspeita, eu? =D

Certas mulheres (famosas ou bailarinas) estavam belas. Mas eu fiquei mesmo encantadíssima com Nívea Maria. Essa mulher não envelhece, ou melhor, envelhece de forma maravilhosa, sexy e tantos outros predicados! Linda e encantadora quando fala das suas limitações, ela deu um show de sensualidade, maturidade e essas coisas que somente certas mulheres experientes - não falo somente de idade cronológica, mas de evolução - conseguem exprimir.

E Ana Botafogo?! Essa é hors-concours. Ai, hoje, mais do que nos outros dias, foi tudooooo!!!

Bella, o meu amor, preferiu Babi e não viu isso tudo que eu falei na pessoa da Nívea, especificamente. Querem saber? Divergir também dá um gostinho bom à relação.

Ainda sobre experiência e savoir faire, Nívea Maria e Stepan Nercessian, com seus respectivos pares, deram show!

Semana que vem a dança é forró e disso eu entendo... Heheheheh... Eu tô falando de forró de verdade e não 'arrocha' e esses esfregados que insistem em chamar de forró. É certo que os gêneros de dança, como a língua e tantas outras expressões e atividades, evoluem a partir de suas características ou se transformam a partir da mistura de duas ou mais. Mas é preciso que saibamos o que é o quê. E, sabendo fazer, fica mais gostoso. O estilo de forró que mais aprecio é o pé-de-serra. Não faço assim tão feio nem no baião, nem no xote.


Enfim, se eu conseguir chegar à idade da minha mãe ou à da Nívea Maria como elas, serei muito feliz!

M.H.F., uma cara leitora, escreveu para mim:

Oi Mina, bom retornar o contato com vc!
Que tal uma reportagem ou entrevista sobre a homossexualidade na terceira idade ( melhor idade como se diz atualmente), abordando os aspectos sócio-econômicos e sexual, as dificuldades ao longo dos anos e também as alegrias. Até breve.

Então, se as leitoras quiserem me fornecer subsídios dentro da sugestão acima, creio que poderei publicar um conteúdo bacana sobre essa fase da vida das lésbicas e bissexuais que, até onde eu vejo, é pouco debatida e explorada.

Meu carinho a vocês.
Mina Blixen.

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Entrevista com Lara Lunna

Brasileira, casada, cabelos negros, branca como a lua, loba. Una bella donna que vem de uma família tão religiosa e patriarcal, quanto numerosa. Nas suas veias corre a dramaticidade do sangue latino. Essa leonina mato-grossense faz jus ao signo; suas amigas que o digam! Funcionária pública concursada, Lara Lunna trabalha e também é mãe do filho de sua esposa. Dedicou-se à escrita como quem aceita um caminho de cura, caminho esse que se transformou numa missão de esperança e prazer. Durante a jornada, além de arrebanhar uma legião de leitoras fiéis e insaciáveis, conseguiu reunir muitas ao seu redor. Hoje, há um grupo de amigas que realiza saraus virtuais com freqüência - algumas já se conhecem pessoalmente -, um universo de pessoas que vão descobrindo seus pontos em comum e reforçando sua individualidade. O primeiro livro de Lara Lunna está em vias de ser publicado, o que tem causado rebuliço no meio literário que ela freqüenta. Certo dia, enquanto filosofávamos confortavelmente instaladas em nossos respectivos ninhos, surgiu-me a idéia de uma entrevista com Lara que possibilitasse às demais pessoas o conhecimento de sua forma de pensar sobre assuntos mais diretamente ligados à sua arte. No final da noite do dia 31 de maio de 2006, a entrevista que apresento a seguir tornou-se realidade.


Mina Blixen: Boa noite, Lara. Vamos à entrevista?
Lara Lunna: Sim, claro!

Mina: Qual a origem do nome Lara Lunna?
Lara: Bem... Eu penso que se pudesse escolher um nome, seria Lara. Soa suave, feminino e forte. Lunna é uma corruptela de Lua em italiano. Os dois "n" é para ficar diferente, sofisticado. Também tem o fato de que uma grande amiga desenhista dizia que eu era semelhante à lua. Digo pelo meu olhar... Com a expressão de "noite de luar", nas palavras dela. Enfim, tenho uma atração especial pela lua.

Mina: Você já publicou algo com outros nomes ou pseudônimos?
Lara: Sim. Eu já publiquei alguns contos com outros pseudônimos. Tenho vários que gosto. Os que mais aprecio são: Rainha Vermelha, June Zimmer e Staell.

Mina: Você tem um blog e um site, onde seus leitores já puderam conhecer um pouco de você, seus textos e suas pinturas. Onde mais autorizou a publicação dos seus trabalhos?
Lara: Autorizei no Mix Brasil, no Glsplanet, no Labris, no Fator X e no seu blog. Talvez tenha autorizado em outros lugares, mas, no momento, são apenas estes que me ocorrem na memória.

Mina: Você já contou aos leitores, na sua comunidade do orkut, que o seu primeiro conto foi Pour Elle, escrito em 2002. Ele foi o marco do princípio de sua escrita ou você já escrevia regulamente antes disso?
Lara: Não escrevia regularmente antes. Escrevia ao longo de décadas, alguns contos de ficção científica, aventuras policiais e montava contos infantis ilustrados por mim para meus sobrinhos. O marco de 2002 ocorreu por conta do ataque de síndrome de pânico que me obrigou a ficar 11 meses dentro de casa em tratamento. Então, havia eu, a casa e um computador com internet a cabo. Foi então que escrevi Pour Elle... Uma forma de superar.

Mina: O que pode ser considerado o grande impulso para o início de sua produção literária?
Lara: O grande impulso foi a resposta das leitoras. Antes, escrevia como uma forma de terapia, ou para produzir algo que gostaria de ler. Então, vieram os e-mails... Pessoas relatando o quanto meus contos fizeram diferença na sua vida, o quanto as emocionaram e as impulsionaram. Esta resposta me fez sentir a responsabilidade e a beleza de poder gerar as aventuras e as personagens. Algo mágico, como o dom de criar vidas, momentos...

Mina: Então, você já escrevia e resolveu publicar no seu site e em outros ou a publicação veio bem depois?
Lara: A publicação veio depois. Antes não me sentia obrigada ou responsável por nada. Depois dos mails, despertei para a importância de escrever ou de levar mensagens de esperança e amor para as pessoas, e também para mim. Eu me envolvo totalmente com minhas obras. Um caso de amor sincero.

Mina: Assim, na sua opinião, a função da sua literatura foi pessoal (terapêutica) e, depois, social?
Lara: Sim, aconteceu exatamente nesta ordem, apesar de que foi apenas um fenômeno que ocorreu sem qualquer previsão. Apenas aconteceu assim e penso que no princípio me surpreendeu. Uma grata surpresa.

Mina: Grande parte dos seus contos publicados tem como personagem central Victória Di Angelis, a Vick. Você poderia dizer de quantas pessoas e de quais situações retirou elementos para a criação dessa protagonista?
Lara: Não me recordo de uma pessoa específica. A Vick talvez seja a soma de todas as heroínas que cultivei ao longo da minha infância e adolescência. Vick é o ideal de mulher que gerei na minha cabeça. Alguém livre, espontânea, um pouco irresponsável, mas deliciosamente sedutora em toda sua forma de agir, de pensar. Ela é autêntica e sem malícia. Um ser do bem.

Mina: Então podemos deduzir que você bebeu na mesma fonte para compor todo o ambiente, as situações, a saga de Vick, enfim. De modo mais amplo você identifica alguma influência de filmes, séries ou outros autores?
Lara: Ah, sim! Certamente mais das histórias em quadrinhos. Eu colecionei muitas revistas dos heróis Marvel, X-Men, Homem-aranha e Conan o Bárbaro, onde surgia uma ruiva temperamental e totalmente sedutora chamada Sonja a guerreira. Sempre apreciei mulheres fortes e femininas. Tem uma autora que gosto muito: Patrícia Cornwelll. E contos do Sherlock Holmes. Sir Arthur Conan Doyle…

Mina: Vick seduziu suas leitoras e várias personagens. Louise, o grande amor de Vick, também teve um forte apelo entre suas leitoras. Nas aventuras de Vick, quais personagens você considera mais marcantes?
Lara: As mais marcantes foram LIZANDRA e LOUISE. Liz, o primeiro amor que não dá certo. Louise, um amor difícil que, na verdade, se torna forte o suficiente para uní-las contra todos os obstáculos que surgiram.

Mina: Na sua relação com as personagens, você chega a ter predileção ou paixão mais forte por alguma?
Lara: Sim. No princípio, como Victória, eu me apaixonei por Lizandra, mas a relação esvaziou-se diante de todo comportamento inseguro e instável de Liz. Depois, aos poucos, fui me envolvendo com Louise. No princípio da trama, eu não pretendia que as duas ficassem juntas. Foi acontecendo, fluindo de modo que Louise, de personagem de fundo, conseguiu se delinear e ocupar um espaço importante.

Mina: Em se tratando de ambiente, horário, material de pesquisa, como é o seu processo criativo?
Lara: Meu processo criativo é totalmente desgovernado. Eu estou fazendo qualquer outra coisa e as imagens, tramas e facetas do conto surgem. Talvez como imagens de um sonho. Sem delinear detalhes e sim com a estrutura global do pensamento pronto. Então, me sento e escrevo. Desta vez, traduzindo o "sonho" com detalhes e encaixando tudo em uma linha do tempo e ambiente. Escrevo sempre de impulso. Raramente volto para reler e reescrever. Desta forma, perco o impulso.

Mina: Seu aguardado livro sobre as aventuras inéditas de Vick Di Angelis foi finalizado em quanto tempo?
Lara: Cinco meses e está enorme. Vou pensar em um meio de resolver em um número menor de páginas.

Mina: E em quanto tempo a editora prevê o seu lançamento?
Lara: Bem, a Editora quer que tudo seja feito de uma forma especial e abrangente. Esforços já estão sendo articulados para uma divulgação maciça da obra. Hoje conversei com a representante da Editora. Ela quer que seja uma espécie de "presente" de fim de ano. Talvez saia a publicação em outubro ou novembro.

Mina: No livro, em que época se passam as aventuras inéditas de Vick?
Lara: Eu sempre coloco as aventuras cerca de um ano antes da nossa época... Isso para estar sempre atual, utilizando imagens e eventos contemporâneos.

Mina: Você faz sucesso e tem público cativo em várias cidades do Brasil. Também é conhecida por uma vida um tanto reclusa e por interagir no mundo virtual. Que tal sair da ostra e dar uma viajada para os eventos de lançamento? Será que seu público poderá contar com a presença física da Lara Lunna?
Lara: Não sei. Fiz uma cláusula do contrato onde eu não posso ser obrigada pela Editora a aparecer em público. Isso devido ao meu problema causado pela síndrome do pânico. Eu sofro de uma espécie de pavor de sair de casa e estar no meio de várias pessoas. Não sei como farei. Estou deixando fluir para não me preocupar agora. De certo modo, consigo me expressar e liberar minha personalidade apenas on-line. Na realidade, sou uma pessoa muito ostracista, tímida e calada. Em dez anos, não fiz amigos em Campinas, apenas colegas. E todo dia me obrigo a sair de casa. Mas, quem sabe este livro não seja uma chave para meu regresso ao convívio com amigos e outras pessoas? Talvez possa ser uma bênção. Talvez não. Veremos então.

Mina: Espero que seja a chave do regresso! De onde vem a maior parte do feedback ao seu trabalho no Brasil e no exterior?
Lara: O feedback principal do meu trabalho é no Brasil, mas temos também leitoras na França, Timor Leste, Japão, Espanha, Portugal, EUA, Suíça e Inglaterra. Aqui no Brasil, é interessante como há regiões que se mostram mais ativas, tais como o Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Mina: Há, também, feedback de leitores do sexo masculino?
Lara: Sim! Temos cerca de seis a sete...

Mina: Como você encara a interação proporcionada pela internet e, mais especificamente orkut e msn, entre a autora Lara Lunna e seu público?
Lara: Eu penso que a interação é saudável, principalmente para mim, pois fiz boas amizades entre as leitoras. Amizades de pessoas que são sensíveis e compreendem a mensagem que os contos carregam em seu bojo. É como uma linguagem que agrupa pessoas semelhantes, que sonham de forma semelhante... Uma forma que encontrei de convocar pessoas que de certa forma "funcionam" como eu. A interação para mim está sendo uma bênção.

Mina: Há, até, sarais virtuais que, mesmo despretensiosos, conseguem reunir pessoas que fizeram amizade. Tudo tendo a Lara Lunna como catalisador. Como você se sente? É possível descrever?
Lara: Bem, não sei se é possível descrever, mas me sinto como uma força gravitacional que atraiu vários seres de luz, que agora interagem entre si, se aperfeiçoam e se apaixonam. Enfim, algo maravilhoso aconteceu e agora tem vida própria, desvinculou-se de mim, como um filho que se separa do ventre que o gerou. Agora são organismos independentes e especiais.

Mina: Como se dá a reação e o assédio dos fãs? Você tem algum episódio pitoresco para nos contar?
Lara: Sim, sim. Bem, o assédio é algo interessante. Todas possuem uma forma especial de aproximação. Tive muita sorte. Todas se portaram de forma respeitosa e cada uma, ao seu modo, agiu de forma a gerar algum laço entre autora e leitora. Os episódios pitorescos são por conta de fãs que romperam a barreira da ficção com a realidade. Mascote, por exemplo, ligou de madrugada para a namorada, chorando desesperada com a morte de Louise. Outra, disse que caiu da escadaria e não quebrou o pescoço por conta das lições de Vick quanto a despencar de algum lugar. Já Bek diz que o conto retirou os "grilos” de sua cabeça. Algumas fãs, não todas, uma pequena parcela, se envolvem tanto a ponto de agirem com agressividade quando a autora resolve liquidar com algum personagem. Tive alguns casos assim. Elas simplesmente ficaram chocadas com a morte da personagem e revoltadas.

Mina: Quem são Mascote, Bek? Os leitores perguntam...
Lara: Mascote é a Adriana. Eu a chamei assim uma vez, muito no princípio de tudo quando ela me remetia e-mails espetaculosos, com bichinhos por todos os lados. E muito dengosa. Então, pegou o apelido. Bek é a Lê. Eu a chamo de PsicoBek e ela tem sido uma pessoa muito companheira e especial.

Mina: Assim como você, muitos outros autores publicam sua obra literária gratuitamente na internet. Nessa mídia, qual a sua análise da produção e da qualidade da literatura que também envolve temática lésbica?
Lara: A produção tem crescido muito, principalmente com a ferramenta do GLSplanet que permite publicar grandes contos e novelas de forma fasciculada, em parcelas. Uma ferramenta interessante. Tenho avistado autoras muito capazes a cada dia. É como se estivesse ocorrendo um boom nesta área. Grandes surpresas virão para o futuro, certamente. Grandes autoras e suas obras inspiradas.

Mina: De um modo geral, qual a sua percepção da temática GLS no Brasil?
Lara: A temática GLS no Brasil ainda está tímida, fechada em guetos e no armário em comparação a outros países, principalmente os EUA, onde são lançados livros de temática GLS todo dia. Algumas autoras de lá iniciaram escrevendo fanfictions e agora já possuem livros na AMAZON. Penso que depois de Cassandra Rios, esta temática ainda não decolou, mas estamos trabalhando para melhorar este cenário. Estou otimista.

Mina: Lara, eu me questiono se a denominação “literatura lésbica” não é reducionista, pois entendo que a percepção, num contexto social, deve ser sensível e ir além da sexualidade. Que perspectivas você tem em relação ao mercado editorial para a “literatura lésbica”?
Lara: Pois é. Eu não gostaria que as minhas obras fossem tachadas com este rótulo reducionista - literatura lésbica. Eu penso que é uma obra como outra qualquer, ficção policial, onde a protagonista é homossexual. Assim, neste ambiente onde gravitam todos os outros entes sociais e suas sexualidades, a personagem interage a seu modo. Não gostaria que minha obra ficasse reduzida apenas a um público. O foco principal é uma ação policial, suas tramas, mistérios. A sexualidade é apenas um adereço sedutor.

Mina: Quantos projetos literários você tem em andamento?
Lara: Tenho vários. Fui convidada a participar com um pequeno conto para uma coletânea de contos e ainda há outras obras inéditas praticamente prontas nos meus arquivos. Enfim, teremos surpresas para o futuro.

Mina: Quem desejar ler seus contos já publicados ainda poderá encontrá-los no seu site ?
Lara: Bem, eu pretendo manter toda a saga e contos publicados na home page. São uma espécie de talismã, como todo o projeto de um sonho. Quero viabilizar a leitura para todos e sempre.

Mina: Qual a sua opinião sobre o formato e-book com relação à socialização da literatura e aos direitos autorais?
Lara: Quanto à socialização da literatura, o e-book é uma proposta interessante, mas não acredito que possa superar o livro. Muitas pessoas não conseguem ler por muito tempo em um display, uma tela luminosa. É realmente incômodo. Quanto aos direitos autorais, fica um pouco mais complicado. A internet ainda é um reino sem algumas regras e não há garantia de que as obras não sejam reproduzidas indiscriminadamente. Estou apostando na versão tradicional: o livro. Quando eu gosto de uma obra, eu sempre quero ter o livro para mim, na minha estante.

Mina: Agora, eu falo pelos seus leitores: de preferência, autografado (risos).
Lara: (risos).

Mina: Deseja deixar alguma mensagem para quem nos estiver lendo?
Lara: Para a mensagem, desejo descrever minha filosofia de vida. O amor. Sempre e sempre o amor. Principalmente entre iguais ele é a maior benção que um ser humano poderá obter em sua vida. Bem no princípio, quando me descobri apaixonada por uma mulher, eu me senti errada, pecadora ou mesmo algo semelhante ao que ouvi de algumas pessoas a respeito de outras: uma aberração. Agora sei que não há aberração na pureza do ato de amar. É um aperfeiçoamento da natureza, onde pessoas harmônicas se unem e desenvolvem sentimentos sublimes e perfeitos em sua simplicidade. Amar outro ser do mesmo sexo é um salto no curso lento e inexorável da evolução do ser humano. Somos complexos e, portanto, aptos a sentimentos de igual complexidade e perfeição. Só há aberração no ser incapaz para o amor. As aberrações, amputadas da capacidade de oferecer e receber este sentimento nobre, promovem guerras. Não pode haver imperfeição em um ente capaz de amar com tamanha intensidade e abnegação a ponto de se adaptar para estar com o ser amado. Eu desejo a todas luz para todos os dias e amor para a eternidade.

terça-feira, 6 de junho de 2006

Escritor publica na internet romance apenas em versão oral

O primeiro romance que só existe em versão oral, pela internet, acaba de ser publicado no Reino Unido e leva o título de Sex on legs (Sexo sobre pernas), informou o jornal britânico The Independent.

A obra é definida por seu autor, Brian Luff, como uma "comédia de ficção científica com suspense" e tem um total de 75 mil palavras. O tempo necessário para baixar o conteúdo é de apenas alguns minutos.

O portal de serviços de internet Audible.co.uk é o editor, segundo o jornal.

O novo gênero digital começa a ser apontado como uma volta às origens orais da literatura. Mas os críticos também se perguntam se a conseqüencia não será distanciar ainda mais os jovens da leitura.

Muitos temem que o livro como o conhecemos hoje perca espaços cada vez maiores para seu rival digital, cujo conteúdo pode caber num iPod ou num telefone celular.

O autor do romance, Luff, um ex-jornalista esportivo, acredita, no entanto, que o efeito será o oposto, e que a iniciativa vai estimular o consumo de literatura em qualquer suporte.

O protagonista do romance é um atleta negro apelidado de Sexo sobre pernas por sua velocidade, que participa dos Jogos Olímpicos de Londres de 2012.

Luff, que cobriu como repórter os Jogos Olímpicos de Moscou em 1980, disse que a inspiração para seu personagem veio do velocista canadense Ben Johnson, cuja medalha de ouro nos 100 metros rasos foi cassada devido ao resultado positivo no exame antidoping, em Seul, em 1988.

A história gira em torno do desafio do protagonista: correr os 100 metros em zero segundo.

Segundo Chris McKee, diretor-executivo da Audible.co.uk, o romance oral não é um impostor no mundo literário. Pelo contrário: tem ilustres precedentes na tradição homérica.

"A palavra falada é anterior à escrita. A escritura é só um instrumento para registrar o oral. Portanto, a forma mais antiga de entretenimento é também a mais inovadora", afirma McKee.

Fonte: EFE

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Primeiro dicionário gay é lançado no Brasil

Aurélia, a dicionária da língua afiada é o primeiro dicionário de expressões gays do Brasil. São 1,3 mil verbetes que refletem a cultura gay e lésbica, catalogados pelo jornalista Victor Ângelo. Segundo o autor, o título é uma homenagem ao dicionário Aurélio. Mas a família do já falecido professor Aurélio Buarque de Holanda Ferreira dispensa a homenagem. "Eu acho engraçado isso. É homofobia sim. Está claro. Se fosse (dicionário) 'Mano Aurélio' eles aceitariam a homenagem?", questiona Victor Ângelo, apesar de o Grupo Positivo, que representa as obras Aurélio, argumentar que não se trata de preconceito.

"O Grupo Positivo se une à família e ratifica posição contrária à discriminação de qualquer ordem. Porém, a corporação sente-se no dever e na obrigação de proteger qualquer marca que lhe pertence", afirmou a editora por meio de nota.

Victor Ângelo deixa claro que o bem-humorado dicionário não tem a pretensão de ser politicamente correto. "Perderia a graça se fosse politicamente correto. O espírito é de um dicionário, mas também uma paródia de dicionário." 'Aurélia', publicada pela Editora do Bispo, também pesquisou expressões em países de língua portuguesa como Portugal, Angola e Moçambique. O jornalista conta que o projeto começou há dez anos, em um site de internet, como uma brincadeira.

Entre os verbetes, estão bofe que significa heterossexual ou homossexual ativo e penosa, "uma bicha que causa problemas". 'Aurélia' também mostra termos do bajubá, linguagem usada por travestis.

Fonte: TV Terra