Eu queria pão, me deram circo
Eu queria festa, veio luxúria
Eu queria sexo, me deram vazio
Quis plenitude, me deram sede
Eu busquei água, me veio a seca
Queria banho, fez calor
Eu quis quentura, veio o frio
Eu quis frescor, me chegou fome
E, assim, domei minha vontade
Desejei pão, me deram chão
Desejei casa, me deram mar
Eu queria mar, me deram prazer
E quis morrer, me veio o gozo
Desejei colo, me deram lar
Fui me encontrar, você me achou
E, assim, domei a necessidade
Eu fiz uma promessa verdadeira
E renovei meus ciclos e desejos
Eu construí o resto de minha vida ao seu lado
E ganhei a eternidade!
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quinta-feira, 26 de junho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
Apego da Armada

Estou particularmente triste
As fogueiras de São João queimam
O vento traz o burburinho do forró
Imagino os pares dançando
Passeando de mãos dadas
Enquanto a noite passa pra mim
Que o coração arde mais do que a madeira
Que o coração bate mais que a zabumba
- Sinto uma saudade tão grande de ti!
Estou particularmente frágil
Uma dor no peito que queima
O vento sopra e me congela a face
Recordo a gente dançando
Passeando abraçadas
Enquanto a noite se finca em mim
Que o coração mais castigado do que madeira
Que o coração já mal o sangue bombeia
- Ai, que falta danada de ti!
Estou particularmente ausente
As roupas não me aquecem a pele
O vento traspassa minha pálida imagem
Que não consigo mais chegar em ti
Não mais passeamos, é fato!
Apenas a noite passeia nesse hiato
Onde descubro que não sou corpo
E percebo que não mais estou no teu mundo
- Oh, meu Deus! Vagueio sem ti!
As fogueiras de São João queimam
O vento traz o burburinho do forró
Imagino os pares dançando
Passeando de mãos dadas
Enquanto a noite passa pra mim
Que o coração arde mais do que a madeira
Que o coração bate mais que a zabumba
- Sinto uma saudade tão grande de ti!
Estou particularmente frágil
Uma dor no peito que queima
O vento sopra e me congela a face
Recordo a gente dançando
Passeando abraçadas
Enquanto a noite se finca em mim
Que o coração mais castigado do que madeira
Que o coração já mal o sangue bombeia
- Ai, que falta danada de ti!
Estou particularmente ausente
As roupas não me aquecem a pele
O vento traspassa minha pálida imagem
Que não consigo mais chegar em ti
Não mais passeamos, é fato!
Apenas a noite passeia nesse hiato
Onde descubro que não sou corpo
E percebo que não mais estou no teu mundo
- Oh, meu Deus! Vagueio sem ti!
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