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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

ODISSÉIA

Mais do que nunca garra
Mais do que sempre força
De mais a mais, palavra sem ação é vazio

Mais do que nunca fé
Mais do que sempre certeza
Sem acreditar, o primeiro passo é queda

Mais do que nunca amor
Mais do que sempre tesão
Sou humana, de carne, não assexuada

Mais do que nunca luta
Mais do que sempre disciplina
Sem leme, ao sabor do vento é naufrágio

Mais do que nunca certeza
Mais do que sempre vontade
Justificar-me não garante felicidade

Mais do que nunca renúncias
Mais do que sempre sacrifícios
Abro mão aqui para ganhar adiante

Mais do que nunca teu apoio
Mais do que sempre teu peito
Por qual motivo lutar para ficar contigo,
se não ganhar o teu beijo no fim do filme?

sábado, 14 de junho de 2008

REFLEXÃO

Carvão que risca, dedo que passa
– esfuminho e arte
Corpo queimado, sentimento morto
– carbonizado, dolo
Palavras não ditas e palavras malditas
– atropelo, medo
O peito que dói, isso que corrói
– obsessão, veneno
Ainda olho ao redor como se eu fosse melhor que tudo de ruim que vejo
– cegueira e pretensão
Ainda me escondo por trás das más influências do outro plano
– pequenez pueril
No final, me arrependo das bobagens que disse e das tolices que fiz
– esperança

Por Mina Blixen

Quase um scrap

O vento sopra alegremente,
chamando-me pra janela,
ver o céu azul que tenta se descortinar insistente,
apesar das nuvens de chuva.
Mas eu não vou.
Prefiro ficar aqui na minha cadeira e sentindo o frescor,
a meio caminho da janela,
do corredor,
do quarto,
da cama,
pronta pra pular em cima de você, quando chegar.


por Mina Blixen.