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domingo, 26 de novembro de 2006

DEPOIS DE ALGUM TEMPO

por William Shakespeare

"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar a alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com graça de um adulto e não a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair meio em vão.

Depois de algum tempo, você aprende que o sol queima, se ficar a ele exposto por muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que, não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo (a) de vez em quando, e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que leva muito tempo para se chegar aonde está indo, mas que, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute, quando você cai, é uma das poucas pessoas que o ajudam a levantar-se. Aprende que a maturidade tem mais a ver com tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais de seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva, tem direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama mais do jeito que você quer não significa que esse alguém não o ame com todas as forças, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, e que algumas vezes, você tem que aprender a perdoar a si mesmo.

E que, com a mesma severidade com que julga, será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você junte seus cacos. Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende realmente que pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir mais longe, depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor diante da vida !!!"
Fonte: Cuidar do Ser


segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Duran Duran - the Chauffer

Ju pediu, aqui está!

sábado, 18 de novembro de 2006

Elas Contam




Elas Contam
Livro de contos com temática lésbica será lançado no dia 25 de novembro

“Elas Contam”, uma coletânea de contos com temática lésbica, será lançado no próximo dia 25, em São Paulo, na livraria Arsenal do Livro, rua Matias Aires, travessa da rua Augusta. A obra, que tem o selo da Editora Corações e Mentes, 160 páginas, custará R$ 26,00, e poderá ser adquirido nas livrarias ou pelo site www.elascontam.com.br, ainda em construção.


A cantora, colunista e ativista lésbica Vange Leonel assina a orelha do livro. A apresentação é da pesquisadora Lúcia Facco, mestre em Literatura Brasileira pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), autora dos livros “As heroínas saem do armário” e “Lado B”, em que estréia como autora de contos. “Ela Contam” é inteiramente ilustrado por Lara Lunna, autora de inúmeras histórias homoeróticas publicadas na internet, cujo primeiro livro será lançado em 2007.


“Tivemos, ao organizar este livro, a preocupação em trazer à luz não textos que seriam escolhidos apenas por terem sido escritos por lésbicas, com temática lésbica”, explica Lúcia Facco, que também participa como organizadora da coletânea. Segundo ela, a proposta foi mostrar uma rica produção literária ainda desconhecida. Facco, que começou sua trajetória como contista em 2003, no livro Todos os Sentidos, uma coletânea de contos eróticos escritos por mulheres, organizada pela professora Cyana Leahy (UFF) e publicada pela CL Edições, afirma que os trabalhos inseridos na coletânea “Elas Contam” não são apenas uma versão homoerótica daquelas historietas de amor, que podem ser compradas nas bancas de jornal. “Nem tampouco são meros panfletos que dizem ‘como é bom ser lésbica’. Nada disso. Desejamos mostrar que eles podem ser muito mais do que isso. Podem ser textos saborosos, bem feitos, com excelente qualidade literária. Textos que realizem uma das principais características de um texto literário: subverter o pensamento, provocando reflexões profundas nos leitores.Os textos desta coletânea fazem exatamente isso", diz.


“Elas contam” reúne trabalhos de 15 autoras, dos mais diferentes pontos do país: São Paulo, Goiânia, Piauí, Rio de Janeiro, Espírito Santo. São diferentes olhares sobre o feminino, e, em especial, sobre relacionamentos, expectativas, frustrações. As diferenças de estilo são evidentes, assim como as abordagens: há a presença do drama e do cômico, de frases poéticas e de uma prosa cortante.


Outra característica da coletânea é a diversidade temática, conforme se pode perceber na apresentação da obra: “Glória Azevedo, a poesia em prosa; Paula Marinho, o reencontro; Naomi Conte, o impressionismo; Mariana Cortez, o humor fino; Helena Fontana, o encontro; Lara Lunna, a aventura; Lúcia Facco (esta que vos fala) a crença no “irreal”; Andréa Ormond, a angústia e a esperança; Hanna-K, a melancolia; Jackie Rodrigues, a entrega; Carol, o sado-masoquismo; Lavínia Motta, o amor que se basta; Laisa Mackenna, o mítico; Danieli Hautequest, o perdão e Laura Bacellar, convidada especial, fundadora do selo GLS no Brasil, a certeza, confiança”.


Lançamento do livro “Elas Contam” (160 p., R$ 26,00), Editora Corações e Mentes.
Dia 25 de novembro, em São Paulo, às 20hs.
Local: Arsenal do Livro – Rua Matias Aires, 78 – Consolação – Travessa da Augusta, próxima ao Espaço Unibanco.

Fonte: Blog da Lara Lunna

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Caros leitores,
Faz uns meses que estou vivendo uma fase complicada. Hoje tudo, absolutamente tudo ficou mais difícil. Absurdamente difícil e será inevitável um tempo pra curar. Afinal, é inevitável ser humana em toda a dimensão que essa natureza implica, porque por mais leal que eu seja, eu não sou perfeita. Por mais reta que eu siga, eu tropeço. Por mais longe que eu queira chegar, eu caio no caminho. E somente não perdendo o foco é que eu poderei chegar à condição básica que me permita estar inteira com as pessoas que me amam e me cercam. Para não perder o foco, preciso distanciar-me de algumas atividades. É inevitável. Mas é evitável deixar o tempo passar mais e mais, é evitável deixar a vida e o futuro tão sonhado escaperem por entre os dedos.
Portanto, terei menos condições de cuidar do blog com o carinho que ele merece. Pensei até em extinguí-lo. Mas vou deixar essa conta ativa, pois interagir aqui é algo que me traz satisfação. Além disso, sumir pura e simplesmente seria uma desconsideração para com todas as pessoas que curtem o blog e me escrevem. Por isso, o blog continuará existindo, mas ficará suspenso e/ou haverá uma demora entre as postagens. Não sei como funcionam as exigências do blogger para que a conta fique ativa, caso eu precise de muito tempo para mim. Mas, quando eu achar que valerá a pena avisar sobre alguma postagem, mandarei e-mails avisando a quem estiver na minha lista e quem escrever pra mim atualizando ou querendo se cadastrar.
Um grande abraço, luz e força para todos.
Mina.

Point of view
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terça-feira, 31 de outubro de 2006

O Inevitável



O inevitável assusta,
arrasta, espanta, chateia
O inevitável chega rápido,
inexorável, intempestivo
O inevitável não planeja,
acontece, arrebata
- Do inevitável ninguém escapa!

Mina Blixen, 10/2006. ©
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terça-feira, 24 de outubro de 2006

Nossos Direitos

Pensão por morte: legislação previdenciária beneficia casais homoafetivos

O companheiro ou a companheira homossexual de segurado inscrito no Regime Geral de Previdência Social (RGPS) não precisa mais comprovar a dependência econômica para requerer benefícios previdenciários, como a pensão por morte e o auxílio-reclusão. A comprovação da vida em comum já é o suficiente para que os parceiros de uma relação homoafetiva integrem o rol dos dependentes preferenciais, como o cônjuge, companheira(o) e o filho não emancipado, menor de 21 anos ou inválido.


A liminar concedida em 2000 pela Juíza Simone Barbisan Forte, da 3ª Vara Previdenciária da Justiça Federal no Rio Grande do Sul, reconheceu a viabilidade na concessão da pensão por morte, pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), aos parceiros homossexuais, e permanece válida até hoje, conforme a decisão do supremo Tribunal Federal (STF).Para adequar o Artigo 30 da Instrução Normativa nº 11 INSSPRES, de 20 de setembro de 2006, ao comando da determinação judicial, a Diretoria de Benefícios do INSS emitiu o memorando-circular, orientando os gerentes e servidores, principalmente àqueles ligados à área de benefícios, sobre as alterações ocorridas na legislação previdenciária. As orientações estabelecidas no documento da Diretoria de Benefícios estão sendo aplicadas a todos os benefícios, inclusive os pendentes de análise. Os recursos impetrados contra a decisão que tenha indeferido pensão por morte ou auxílio reclusão, com base na falta da comprovação de dependência econômica, poderão ser revistos.


A Presidente da 4ª Junta de Recursos do INSS, em Salvador, Darci Borges, faz um alerta aos segurados que se enquadram nessas condições, para que procurem as Agências da Previdência Social (APS) onde deram entrada no benefício. As novas regras abrangem os óbitos ocorridos a partir de 5 de abril de 1991. “Quanto à comprovação da união estável, nada mudou; é preciso comprová-la por meio de documentos”, afirma Darci.


Nem todas as 86 Agências da Previdência Social na Bahia têm registro de concessão de uma pensão por morte ou de um auxílio-reclusão a um dependente de uma relação homoafetiva. A falta de conhecimento dificulta a procura por esses benefícios.


A primeira pensão por morte previdenciária concedida a um dependente de uma relação homoafetiva foi no Rio Grande do Sul. Na Bahia, o primeiro caso surgiu na cidade de Itabuna, no sul do Estado. Segundo a chefe da Agência da Previdência Social na cidade, Nancy Cerqueira, não foi constatado nenhum tipo de constrangimento por parte do requerente, no entanto, ele até já solicitou uma revisão dos valores pagos pela Previdência Social. Depois deste, houve um outro caso, favorecendo uma mulher.

Fonte: MPS - 18/10/06


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União homossexual: Competência: Vara de Família


Em decisão inovadora, o desembargador Stenka Isaac Neto manteve, por ora, sentença da juíza Maria Luíza Póvoa Cruz, da 2ª Vara de Família, Sucessões e Cível de Goiânia, que reconheceu a competência da vara de família para julgar ação de reconhecimento de união estável proposta por um homossexual que foi excluído da lista de herdeiros por iniciativa dos filhos de seu companheiro. "A entidade familiar envolvendo a homoafetividade não pode trilhar o caminho da estigmatização, do preconceito ou de uma doença. Nenhuma dessas medidas solucionará as questões oriundas do rompimento dessas uniões", ressaltou.


No entanto, o relator lembrou que a aceitação de união estável entre pessoas do mesmo sexo deverá ser apreciada quando for julgado o mérito da ação. "Esta relatoria não pode se manifestar sobre a questão de mérito, ou seja, se a homoafetividade tem natureza de entidade familiar, logo, restringe-se à discussão sobre competência do juízo de família para analisar o pedido de declaração de união estável, conforme reconheceu a magistrada", frisou. O agravo de instrumento com pedido de efeito suspensivo (recurso para suspender a decisão da juíza) foi interposto pelo Ministério Público (MP), mas Stenka converteu-o para retido.


Stenka explicou que para o deferimento do efeito suspensivo é indispensável a possibilidade de lesão grave e de difícil reparação, o que, a seu ver, não ficaram demonstrados nos autos. Para ele, a questão homoafetiva deve ser apreciada no juízo vinculado à questão familiar. "A declaração de mera sociedade de fato, com celebração de contrato de sociedade, ou em outras palavras, mero vínculo negocial (obrigacional), negando-se a relação afetiva não afasta a possibilidade de o jugador monocrático entender de modo diverso, remetendo os autos à vara de família, inexistindo, dessa forma, conflito de competência", observou.


O relator citou ainda o posicionamento da desembargadora Maria Berenice Dias, membro da Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) sobre o reconhecimento das uniões homossexuais como entidade familiar. "Em um passado não muito distante a justiça raras vezes reconheceu a existência de uniões homossexuais conferindo-lhes apenas efeitos de ordem patrimonial, intitulando-as como sociedade de fato. A mudança começou pela justiça gaúcha ao definir em 1999 a competência dos juizados especializados para apreciar as uniões homoafetivas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu que a união entre pessoas do mesmo sexo é uma entidade familiar, tanto que a sujeita à vedação que só existe no âmbito das relações familiares", destacou Berenice em seu livro O Manual de Direito das Famílias.

Fonte: TJDFT - 11/10/06

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Outra poesia para A., a minha amada namorada


A. minha Bella

Espero-te
Distraio-me
Impaciento-me
Decomponho-me
Retorço-me
Distorço-me

Imagino-te
Viajo em ti
Resolvo-me, ai... Pero no mucho!
Dismaio-me
Do gozo em mim
Pensando em ti

Recomponho-me
Recoloco-me
Espero-te

Mina Blixen, outubro de 2006. ©

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Alckmin foge da responsabilidade

Eis o video...

INTERESSANTE: Alckmin foge da responsabilidade

Penso que apenas parte de nós, eleitores, é quem pode falar de moral para com a administração pública e da ética do justo. No mais, qual deles pode se arvorar tão limpo e puro a ponto de jogar pedras?


http://www.youtube.com/watch?v=vsRynm18_Eg


(recordista Youtube)

Assistam antes que saia do ar ...

terça-feira, 10 de outubro de 2006

Não percam!


Diretora do GLS Planet e mais pessoas que, de alguma forma, atuam ligadas à temática GLBT estarão com Leda Nagle no Sem Censura de hoje, logo mais às 16h, na TVE (TV Educativa)!




Não faça aos outros o que não quer que façam a você.

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Vôo 1907

Minha opinião, até o momento.
Por vários motivos, uns óbvios e outros nem tanto, muito se fala e ainda vai se falar sobre a tragédia ocorrida no último dia 29 de setembro, no espaço aéreo brasileiro. Como exemplo, podemos tomar o fato de que há poucos incidentes e pouquíssimos acidentes no transporte aéreo mundial, ainda mais quando se trata de colisão frontal.
Basta que usemos o senso comum para entendermos que uma investigação, naquela localidade, de um fato dessa magnitude não seja concluída rapidamente. Num primeiro momento, por precipitação e escassez de informações, houve muita notícia conflitante. Talvez isso ainda ocorra, até que o laudo pericial possa ser concluído.
Recebi uma pergunta interessante: "Se a torre de Brasilia avisou 5 vezes ao Legacy, sem retorno, POR QUE não comunicou à torre de Manaus para avisar o Boeing que havia uma aeronave na mesma altitude, em local incerto e indeterminado, com risco de colisão?" Certamente, será dada a resposta do que realmente aconteceu. Guardo profundo respeito pelos que se foram e pelos que sofrem. Considero precipitadas, levianas, maldosas, preconceituosas e arrogantes as afirmações do jornalista norte-americano que viajava a bordo do Legacy (pilotado por seus compatriotas). Não sei se esse cidadão declara o que pensa dessa forma por considerar o Brasil "um nada" ou se padece do estresse pós traumático...
Imputar responsabilidade (em terra e/ou no ar) a qualquer pessoa neste momento é algo que, para mim, é prematuro e até uma falta de respeito para com os vivos e os mortos. Bode expiatório a essa altura e nos dias de hoje?!
Mesmo com a notícia de que hoje um B737 da GOL varreu a pista em Congonhas, derrapou e "comeu" grama, afirmo que estou tranqüila para voar, ainda mais se comparar as estatísticas do transporte aéreo com os acidentes terríveis que acontecem todos os dias nas nossas rodovias!
Salvo melhor juízo, esta é a minha opinião.
Quem quiser "conhecer" e ter uma idéia do resultado do acidente através de algumas fotos de destroços e restos mortais e de uma simulação em .pps, diga-me, que poderei enviar por e-mail. Obviamente, não publicarei aqui por respeito, mesmo esse blog sendo pessoal e sem qualquer fim lucrativo.
Um abraço,
Mina Blixen.

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

"VOU APRENDER, MAS NÃO VOU ME SUJAR POR POUCO", DIZ CLODOVIL

Obrigada pela imagem, Happy Day (hip hip hurraaa!!!)




O deputado federal eleito afirmou que vai aprender com os colegas de Congresso, mas sem ser "convencido a roubar"



Roney Domingos, do G1, em São Paulo


Clodovil quer mudar Brasília

Clodovil Hernandes foi o terceiro candidato a deputado federal mais votado no estado de São Paulo. Durante a campanha, o autodenominado "costureiro" e apresentador de televisão prometeu "que Brasília nunca mais seria a mesma". O lema e a fama renderam 493 mil votos.
O deputado eleito pelo PTC sabe que vai sofrer para se adaptar à cidade que pretende virar de pé à cabeça, principalmente pelo preconceito contra homossexuais, mas avisa desde já: "se o Collor tinha aquilo roxo, o meu é cor-de-rosa choque."
Em entrevista ao G1, Clodovil disse que não precisa desenhar nenhuma roupa especial para o dia da posse. Tem um closet cheio de ternos novos, que o repórter conheceu. Sozinho. Do lado de fora do armário, o deputado federal eleito por São Paulo falou principalmente sobre sua nova atividade, a política.
O homem que, como candidato, prometeu renovar admite, agora como deputado eleito: aceitaria dinheiro para votar a favor do governo; só depende da quantia. Questionado sobre o mensalão, reconhece: "R$ 30 mil é tão pouco... Se ainda fossem uns US$ 30 milhões... Por R$ 30 mil vender um país, você está louco. Cada um pesa o dinheiro na sua balança. E a minha precisa de muito", diz.
Confira a entrevista:

G1 - Daquela arara que nós vimos, o senhor vai escolher qualquer roupa para o dia da posse?
Clodovil - Qualquer uma. Tudo apodrece. O bicho come.

G1 - Como é que o senhor vê esse fato novo em sua vida? Adotou uma postura filosófica?
Clodovil - Não tenho expectativa nenhuma. Posso morrer amanhã. E depois, quem garante que não vão querer tomar o meu mandato?

G1 - O senhor considera a política, uma atividade da qual muita gente desconfia, um bom caminho para fazer o bem?
Clodovil - Vou começar assim: não posso assinar coisas concordando ou discordando sem ter consciência. Se eu chego lá metido a qualquer coisa, vou subir dez metros e me quebrar aqui embaixo. Não sou obrigado a saber tudo. E nem gostaria de saber.

G1 - Então o senhor quer aprender como agir no Congresso?
Clodovil - Antes de mais nada, vou analisar. Porque você veja. Ele [aponta para um assessor] trabalha aqui e ganha um salário. Mas ele me trata como se eu fosse um imbecil. Foi paga a conta do partido, mas foram lá e cortaram a luz hoje. Ele não resolveu nada. Não tem respeito pelo que faço por ele. O emprego no Brasil é uma porcaria porque todo mundo quer direitos. Deveres ninguém quer.
G1 - O senhor define-se com uma pessoa conservadora, liberal...
Clodovil - Se eu vou ser deputado federal e não tenho escola nenhuma, vou ter de fazer uma escola. Minha escola é honesta. Não tenho intenção de passar de ano na vigarice. Quando estiver lá vão fazer o possível para me tirar, porque não vão me convencer a roubar.
G1 - Se recebesse uma proposta de mensalão, para receber R$ 30 mil por mês para votar a favor do governo, o que diria?
Clodovil - R$ 30 mil é tão pouco... Se ainda fossem uns US$ 30 milhões. Por R$ 30 mil vender um país, você está louco. Cada um pesa o dinheiro na sua balança. E a minha precisa de muito dinheiro.
G1 - Então não é uma questão de honestidade, mas do tamanho da cifra?
Clodovil - Mas isso é qualquer ser humano. Não vou me sujar por pouco. Vou me sujar por alguns milhões de dólares, é claro. Pego esses milhões de dólares e faço a benemerência que eu quiser. E dane-se a retranca. Não tenho filho, não tenho amante, não tenho mulher, não tenho nada. Isso não é desonestidade. Isso é oportunidade. Agora, vender um país por 30 paus é demais para a minha cabeça.
G1 - Isso seria considerado ilegal. Receber dinheiro público para votar com o governo, por exemplo, seria considerado corrupção...
Clodovil - Claro que eu sei. Não sou analfabeto. Você acha que eu vou chegar lá e encontrar São Francisco de Assis? Mude primeiro de mentalidade. Quem está lá é brasileiro como você. Não são gregos e troianos.
G1 - De que forma viria a mudança? O Sr. se propõe a chegar lá e aprender com os colegas...
Clodovil - Colega não, porque quem tem colega está preso.
G1 - O senhor gosta de Brasília?
Clodovil - Fui a Brasilia várias vezes. É uma cidade diferente. Lá não tem esquina.
G1 - O que pensou quando disse que Brasilia não será a mesma a partir de sua eleição?
Clodovil - É um slogan inventado, um slogan mágico, essas coisas que me elegeram. Eles confundem seriedade com terno de tergal e voz empostada. Não é nada disso. Seriedade é outra coisa. Essa frase é para os inimigos curtirem. Eles falam: "esse gay vai para lá, esse velho."
G1 - Como o senhor reage a ataques assim?
Clodovil - Reagia mal.
G1 - Agora não liga mais?
Clodovil - Ligo muito. Sei que vou sofrer. Se o Collor tinha aquilo roxo, o meu é cor-de-rosa choque. O vencedor nessa campanha não foi o Maluf, nem o Russomano. Fui eu!